Guia de Boas práticas

Ago 27, 2024 | Artigos

Já há algum tempo que tenho vontade de fazer um E-book de “Manual de artes finais”, quando comecei não havia nada e bem falta me fazia. A sorte é que apanhei pela frente uns Chefes de Artes Gráficas que me iam ensinando, quando tinha dúvidas perguntava e eles sempre foram muito receptivos, não era a função deles, podiam muito bem “mandar-me à fava”.
Mas neste momento o que não falta são “Guias Completos de Artes Finais”, então resolvi criar um “Guia completo do designer gráfico”, são erros que cometi e tive de aprender da pior maneira, espero que ajude e se tiver uma boa adesão faço um E-book e coloco na internet. 😊

Quando iniciei este trajeto de designer gráfica pensei que era uma área de fácil resolução, o cliente gosta ou não gosta, simples. Quando apresentei um dos meus primeiros trabalhos o cliente não gostou, havia qualquer coisa, não sabia se era o tipo de letra ou as cores, pediu nova proposta. “Je” feita Chica Esperta faz nova proposta e grava com o mesmo nome, o cliente estava a ser difícil de agradar e aqui a jovem sempre a gravar com o mesmo nome. Até que o cliente decidiu, afinal a primeira proposta era a melhor, mas com as cores da terceira (já estou a inventar, não me lembro da ordem), PÂNICO!!!! E agora?? O que me valeu foi os e-mails trocados com o cliente, fui ao passado e lá encontrei as pastas, UFA!!!

O que me leva ao segundo tema, que é guardar todos os ficheiros mesmo que o cliente diga que não gosta, mas com um nome diferente. Começo com “ficheiro1.ai” e vai, no máximo até ao “ficheiro3.ai”, quando ultrapassa estes números o meu conselho é levar na desportiva para não estressar e começar a gravar com nomes estranhos, “seradesta.ai”, “agoraequee.ai”, “fosgasse.ai” ou “desisto.ai” 😊. Quando se decidem, o nome já está escolhido, “EUREKA.ai” 😊, depois faço uma pasta à parte e gravo o ficheiro certo com o nome certo, claro! São apenas exemplos, vocês é que escolhem, eu tenho alguns que não posso escrever no blog.

Continuado no mesmo tema, mas agora com a ordem das camadas ou layer, como der para vocês. No início só trabalhava com uma camada, logotipo, texto, elementos, foto, tudo ao molho, pensava que era mais fácil e rápido do que estar a criar layers, até que me apercebi que no início podia demorar um pouquinho de mais tempo, mas depois era muito mais fácil. E até divertido, dou nomes bem giros, principalmente no Photoshop onde estão as imagens/fotos, “futuras férias”, “gaja”, “se Betty Faria” 😊 mas tendo o cuidado de alterar caso o cliente solicite o trabalho editável.

Para terminar o tema dos ficheiros, um não menos importante as fontes, tenho por hábito iniciar o design do trabalho já com todas as camadas e bleed prontas para a arte final, antigamente quando o trabalho era aprovado aproveitava o mesmo ficheiro para a arte final e convertia as fontes para curvas, ERRADO, porque passado um tempo quando havia alterações, como por exemplo um número de telefone, e lá tinha de fazer o trabalho novamente. Agora não só guardo os dois ficheiros como também guardo a fonte na pasta do cliente, porque pode acontecer algo ao computador em que tenho de o formatar, ou ter de comprar outro.

Agora que já disse tudo sobre ficheiros vamos para os clientes, estes seres enigmáticos 😊difícil de interpretar, quando trabalhava para terceiros a folha de maqueta (maquete também está correto, mas tive um boss que não gostava então habituei-me a “maqueta”), tinha uma linha em letras pequenas onde estava escrito “Este layout foi criado pela X, o que não poderá ser reproduzido total ou parcialmente por terceiros”, blá,blá,blá…
Não era muito usual, mas aconteceu, na primeira vez apresentei uma proposta de etiquetas com tudo disponível, texto e cores, não obtive resposta, mas mais tarde ouvi uma conversa do chefe com o cliente em que este tinha utilizado o meu trabalho e imprimiu noutra gráfica. A partir dai comecei a apresentar as propostas com o trabalho em jpeg, mais tarde descobri que também não valeu a pena, vi o folheto impresso não totalmente igual, mas muito parecido. Fui tentado a marca de água, password no pdf, neste momento o que faço é colocar o link do ficheiro no pdf para se quiserem abrir o pdf em outro programa não têm acesso ao ficheiro. Acredito que em grandes Marcas essa linha faça toda a diferença, mas para os pequeninos como eu o melhor é confiar e levar na desportiva. 😉
E mesmo que o cliente aprove a maqueta, revê bastante vezes, porque já tive situações em que o cliente aprova, tenho o e-mail a comprovar, já tive uma situação em que o cliente colocou uma rubrica, mas depois de impresso estão erros e mesmo assim sobra para o designer.

Para terminar este blog um último conselho, responde aos e-mails dos clientes com todos os CC incluídos, mas tem atenção a quem são, para que a tua resposta não seja suscetível de magoar as mentes mais sensíveis 😊, no meu exemplo tive a ingenuidade de tentar ajudar um cliente e não reparei que a Agência de Publicidade estava em CC, foi um “AI JESUS” que estava a tentar ganhar o cliente, e com o meu chefe também em CC, foi um pouco complicado ☹. Outro exemplo que assisti, neste caso uma colega que recebeu um e-mail de outra colega que respondeu a um e-mail sem reparar que ela estava em CC, a dizer mal dela EH!EH! O telefonema foi épico.

Obrigada por leres este blog até ao fim!!