Social Media

Jan 28, 2026 | Artigos

Likes não criam clientes

(E eu aprendi isso na prática)

Trabalhar com redes sociais ensinou-me muito mais do que técnicas, algoritmos ou tendências. Ensinou-me sobre pessoas, expectativas, frustrações… e sobre a distância entre aquilo que se espera das redes e aquilo que elas realmente conseguem entregar.

Aprendi, acima de tudo, que presença digital não é o mesmo que resultados reais.

E, muitas vezes, o maior desafio nem é criar conteúdo, é criar conteúdo sem matéria-prima, sem apoio e sem direção clara.


Criar conteúdo sem conteúdo cansa

Já estive em situações em que não havia imagens, vídeos, bastidores, testemunhos ou qualquer material do próprio serviço do cliente. Mesmo assim, fiz o possível para manter consistência, criar calendários mensais completos e garantir uma presença activa e profissional.

Mas a verdade é que a criatividade aguenta muito… até certo ponto.

Criar sem colaboração, sem retorno e sem envolvimento do outro lado não é só difícil, é desgastante.


Quando as redes são culpadas…

(até que se prove o contrário)

Há clientes que não fazem campanhas, não lançam ofertas, não investem em anúncios e não têm uma estratégia comercial definida. Em alguns casos, eu própria hesito em sugerir investimento em anúncios, porque penso na experiência do cliente final e temo que possa parecer “poucachinho” 😏 ou forçado, e isso pode gerar o efeito contrário.

Mesmo assim, espera-se que as redes sociais resolvam tudo.
Como se fossem uma máquina automática de clientes.

Quando os resultados não aparecem, as redes tornam-se o alvo fácil.
Mas o marketing não faz milagres quando o negócio não acompanha, e isso custa admitir.


Seguidores não garantem resultados

Um dos maiores mitos que encontro é a obsessão pelos números.

Já vi contas pequenas a gerar pedidos reais, contactos constantes e oportunidades concretas.
E páginas grandes, cheias de seguidores, que não vendem, não convertem e não criam impacto.

Seguidores podem ser comprados.
Confiança, relevância e resultados… não.


Quando há resultados, mas mesmo assim há descrença

O que mais me surpreende , e, confesso, entristece, é ver clientes que estão a ter procura real, mesmo com poucos seguidores, a perderem a fé nas redes sociais.

Nem sempre o retorno é imediato.
Nem sempre é visível.
Mas, muitas vezes, está a acontecer, mesmo que não seja óbvio à primeira vista.


No meu caso, também nem sempre faço tudo como gostaria

Nas minhas próprias páginas, publico menos do que gostaria.

Não porque me faltem ideias, vontade ou conteúdo.
Mas porque nem sempre os clientes são claros, directos ou alinhados com aquilo que eu acredito ser o melhor caminho.
E, por vezes, acabo por fazer trabalhos que não representam totalmente o que eu escolheria ou o que gostaria de mostrar.

E porque um dia partilhei um trabalho com orgulho, e a “inveja” veio ao de cima, ao ponto de ter de ocultar um comentário, percebi como certas atitudes conseguem magoar mais do que deveriam. Confesso que não tenho paciência nem energia emocional para lidar com esse tipo de comportamento. Talvez por isso, muitas vezes, prefira manter-me mais discreta, proteger o meu espaço e partilhar apenas aquilo que sinto que faz sentido, no meu tempo.

Ainda assim, os resultados aparecem.
E uma parte muito importante deles vem fora das redes sociais.


O meu site trouxe-me algo que as redes nem sempre conseguem

O meu site tem sido uma fonte real de visibilidade, credibilidade e pedidos de orçamento.

Pessoas encontram-me por lá.
Leem, exploram, confiam… e entram em contacto.

Isso reforçou algo que eu já suspeitava:
as redes sociais ajudam, mas não são tudo.


Redes sociais são uma ferramenta, não um fenómeno

As redes sociais são poderosas, sim.
Mas funcionam melhor quando fazem parte de algo maior:

  • Uma estratégia clara

  • Um negócio estruturado

  • Conteúdo verdadeiro

  • Uma oferta bem definida

  • Uma presença digital completa

No fim, as redes ajudam.
Amplificam.
Dão visibilidade.

Mas não substituem um negócio sólido.
E não fazem milagres sozinhas.