O meu tema de hoje surgiu enquanto andava pelo LinkedIn.
No meu feed, apareceu um texto de um “suposto” especialista em marketing a criticar empresas que brincam com temas atuais, como o caso das malas roubadas no aeroporto ou o tremor de terra sentido em Lisboa.
E aquilo tocou-me.😏 Porque acho que esse tipo de abordagem pode ser uma boa ideia e até já fiz algumas campanhas bem giras – claro, sem o impacto de uma Ikea ou de uma Control, mas ainda assim eficazes.
Mas, pelos vistos, agora isso é considerado um sintoma de preguiça…💤
O Efeito Hater: O envolvimento Involuntário
Vivemos na era das redes sociais, onde cada publicação pode ser recebida com aplausos ou uma enxurrada de críticas. O curioso? Muitas vezes, os chamados “haters” são os que mais interagem com os conteúdos virais.
O “ódio” que sentem é tanto que nem se apercebem que, ao comentarem negativamente, estão a impulsionar o alcance da publicação. O algoritmo das redes sociais não distingue entre amor e ódio – ele apenas identifica interações. Quanto mais interação, maior o alcance e, consequentemente, mais leads para o autor da publicação.
Já pensei em criar um post com um tema bem controverso só para gerar visualizações, mas, na hora H, lembro-me de que não tenho o “jogo de cintura” necessário para lidar com os comentários. Ao contrário de uma certa pessoa (que espero que se identifique quando ler este blog 😉).
Se o objetivo for não beneficiar um conteúdo,
o ideal é ignorá-lo ou denunciá-lo (caso viole diretrizes). Se quiseres expressar descontentamento sem impulsionar a publicação, comenta em espaços privados, como grupos fechados ou perfis pessoais.
O Fascínio pelo Ódio
A psicologia explica que o cérebro humano tem uma tendência natural para se fixar mais no negativo do que no positivo. Podemos receber 100 elogios, mas aquele comentário agressivo ou sarcástico é o que fica a martelar na nossa cabeça.
O problema é que, ao darmos demasiada atenção aos haters, acabamos por lhes dar palco e esquecemos o verdadeiro apoio do nosso público fiel.
Confesso aqui entre amigos: quando vejo um vídeo polémico, não sou de comentar, mas vou logo à secção de comentários porque já sei que vai ser épico. Alguns são de mau gosto, mas outros têm uma criatividade tão absurda que até acumulam mais likes do que o próprio vídeo. No fundo, todos temos um lado um pouco “maldoso”.
O Hater que Ama
Já notaste que alguns haters são os primeiros a ver e comentar as publicações? Eles estão sempre prontos a criticar, mas não conseguem deixar de acompanhar. O ódio é tão intenso que acaba por se tornar uma obsessão. No fundo, um hater dedicado é apenas um fã disfarçado.
Como Lidar com Haters sem Perder a Cabeça?
Se há algo certo na internet, é que ninguém consegue agradar a todos. Mas há formas de lidar com haters sem perder a sanidade:
✅ Ignorar quando necessário – Nem todo comentário merece resposta. Se não há diálogo construtivo, deixa passar.
✅ Usar o humor a teu favor – Responder com leveza pode transformar uma interação negativa em algo divertido.
✅ Aprender com as críticas reais – Nem toda crítica vem de um hater. Algumas podem ter insights valiosos.
✅ Criar limites – Se alguém passa dos limites, usa as ferramentas das redes sociais para silenciar, restringir ou bloquear.
Haters: Um Sinal de Sucesso
Pode parecer estranho, mas ter haters é um sinal de crescimento. Grandes marcas, influenciadores e criadores de conteúdo terão sempre defensores e críticos. E sabes o que isso significa? Que estás a causar impacto.
No final das contas, o ódio gratuito diz mais sobre quem critica do que sobre quem é criticado.
