Confesso logo de início: sou uma fantasma funcional.
Apareço, entrego tudo direitinho, mas se me procurares fora do ecrã… boa sorte! 😄
É que, para mim, a ideia de “reunião presencial” desperta sentimentos parecidos aos de quando alguém diz: “vamos socializar num sítio com muita gente”. Suor frio ativado.
Agora, diz-me “link do Zoom” e eu já estou de fones postos, garrafa de água ao lado e chinelos nos pés — pronta para brilhar, mas à minha maneira.
Até gosto de aparecer ao vivo (uma vez por estação do ano).
Para brainstorms criativos com o bloco de notas à mão, conhecer pessoas novas ou — sejamos honestos — quando há bolos e café envolvidos, sou capaz de sair da minha toca digital.😎
Mas aviso já: preciso de me preparar psicologicamente, tipo como quem vai fazer uma viagem ao espaço.
Vantagens gloriosas das reuniões online:
☕ Posso estar de pijama. Sim, o look “cabelo arranjado ou o possível 😏 + calças de fato de treino” é real.
Já me aconteceu: o cliente enviar mensagem a perguntar se pode ligar, eu digo logo que sim — e só quando vejo o ícone da chamada é que me lembro que estou de pijama. Resultado? Stress total e uma sweatshirt toda amarrotada enfiada à pressa.
🚗 Evito o trânsito e aquele drama de “onde é que estaciono agora?” — e quando não sei o caminho, é ataque de pânico garantido. 😟
🎥 O botão ‘desligar câmara’ é o abraço silencioso que todos os introvertidos merecem.
💻 Partilhar ecrã é vida. Mostro o design, explico o conceito — e ninguém precisa de ver o caos criativo que é a minha secretária.
Mas vá… o presencial ainda tem o seu lugar
Quando queremos aprofundar relações ou fechar parcerias mais sensíveis, nada substitui o contacto direto.
Se for para conhecer alguém pela primeira vez, fazer aquele brainstorming com o bloco de notas e uma caneta, ou comer um bolinho enquanto se trocam ideias – vá, eu aceito.
Mas, por favor: preparação emocional com 48 horas de antecedência. 🙏
Moral da história?
Cada reunião tem o seu momento ideal.
Mas se eu puder escolher… é “link enviado”, microfone ligado e câmara só quando for preciso.
Porque produtividade e conforto podem (e devem!) andar de mãos dadas — ou melhor, de fones nos ouvidos.
E tu, és mais do tipo que adora um café em grupo ou preferes o santuário do Wi-Fi?
