O livro de reclamações passou à história, agora para reclamar basta um clique!
Ia começar este blog com a célebre frase “Eu ainda sou do tempo…em que não havia Redes Sociais”, mas como sou péssima com datas resolvi ir ao Google confirmar o ano em foi lançada a rede social Facebook, que para mim, que sou uma expert no assunto, tinha sido a primeira.
E para grande espanto meu, não só fiquei a saber que demorei 5 anos a criar a minha primeira página no Facebook, como afinal as redes sociais já contam com largos anos de história.
Por volta do ano de 1972, nascia aquilo que viria a ser a primeira rede social daquele tempo, Bulletin Board Systems (BBS). Apresentou-se como um novo sistema informático, visto que o termo “rede social” ainda não tinha surgido, que permitia às pessoas descarregar dados, enviar documentos, ler notícias, e ainda trocar mensagens com outros utilizadores.
Foi a partir do ano de 2002 que as redes sociais que hoje conhecemos começaram a ter cada vez mais expressão. Foi o caso do Linkedin, e do famoso Facebook, utilizado por milhões de pessoas em todo o mundo. Pouco tempo depois, seguiram-se MySpace, Youtube, Twitter e Instagram, e muitas outras que, para além de nos manter online 24/7, ocupam a memória do nosso telemóvel.
Com toda esta informação tenho de iniciar este tema de maneira diferente, “Eu ainda sou do tempo…, em que as redes sociais não dominavam as sociedades.” Não me recordo do ano, mas recordo-me da história, um Sr. de nacionalidade espanhola veio passar uns dias de férias a Lisboa e passando pelo Terreiro do Paço teve a curiosidade de entrar no barco e partir à aventura.
Quando chegou à estação do Barreiro entrou no autocarro e perguntou onde se podia almoçar com qualidade, e não é que o motorista o deixou à porta do restaurante dos meus pais, apesar de não ser ali a paragem do bus!! Claro que foi bem servido, o “portunhol “do português é fantástico e a conversa tinha de ir para o futebol. 😊
Dias mais tarde, o meu pai recebe uma carta e dentro de esse envelope estava um recorte de jornal onde este Senhor, que era jornalista, escreveu uma pequena crónica da sua passagem pelo Barreiro descrevendo esta história, a frase que me ficou na memória foi a descrição de um dos funcionários, “aficionado del Benfica” 😊que quem frequentou o “Primavera” sabe de quem estou a falar.
Nos dias atuais este senhor provavelmente escreveria na sua página do Facebook este texto, e identificaria a “@cervejariadocardoso” e @MunicípioDoBarreiro 😊, muito fácil e rápido e até poderia ter alguns likes e chegar a centenas de pessoas, mas o facto de usar o seu tempo para escrever uma critica positiva, se calhar ainda na máquina de escrever, esperar que saia o jornal impresso, recortar a notícia, colocar no envelope, colar o selo e escrever a morada, apesar de só meia dúzia de pessoas terem conhecimento desta história, no final tem muito mais valor.
Agora, atrás de um teclado, todos são críticos de “valores”, tanto para o bem como para o mal, e isto não é uma critica negativa, pelo contrário, eu ainda sou do tempo que as pessoas só reagiam aos produtos/serviços para reclamar. Era tão comum, que quando um dia um cliente me ligou logo após ter recebido umas fitas lanyard, a minha reação quando o cliente se identificou foi: “OH!! Senhor o que está mal?” e para meu espanto o telefonema foi para elogiar o trabalho, fui logo a correr para a produção para dar a novidade, afinal eles mereciam.
Ainda há muito o hábito de maldizer, duvido que as empresas de telecomunicações tenham algum e-mail de um consumidor a dar os parabéns e satisfeito com o serviço :), mas já se deu um grande passo.
