Quando tomei a decisão de trabalhar como freelancer, comecei por atualizar o CV, mesmo que não estivesse a procurar um novo emprego. É importante cativar os novos clientes informando-os das minhas competências, e um CV criativo é sempre apelativo.
Terminada esta etapa, passei para o portfolio, e é aqui que começa a “dificuldade”. Como freelancer, trabalho muitas vezes com agências que me solicitam a criatividade. Tenho alguns clientes diretos, é certo, mas a grande “fatia” dos trabalhos mais aliciantes provém de terceiros.
Pensava eu que bastava colocar os “créditos” da agência e pronto!!! Erro meu…
Por uma questão de educação, tenho sempre a preocupação de perguntar se posso usar o trabalho para minha promoção, e nunca tive uma nega. Até que ela surgiu, e achei “estranho”; está entre aspas para não escrever um palavrão: sei que fizeram o trabalho mais importante de conseguir o cliente, mas se o meu trabalho também foi relevante, porque não posso revindicá-lo?
Comecei a investigar até que ponto me podiam proibir de divulgar os meus trabalhos.
Não foi fácil, as opiniões dividem-se, mas logo no início da minha pesquisa encontrei esta frase:
“Pela Lei dos Direitos Autorais, a autoria é inalienável. Portanto, você SEMPRE PODERÁ DIVULGAR O SEU PORTFÓLIO.”
Mas também encontrei esta:
“você tem direito de exigir que a autoria do seu trabalho seja divulgada aos quatro cantos e que possa divulgá-la em seu portfólio? Claro!
Sabe outro direito que você tem? De nunca mais ser contratado na vida!
Uma dica? Combine ANTES com seu cliente…talvez ele diga sim, talvez ele diga não. O importante é que as expectativas não sejam frustradas DEPOIS do trabalho feito.
Em outras palavras: o meu cliente não quer deixar eu divulgar a MINHA criatividade no MEEEU porfólio!!! Pode?
– Depende.”
Pois… vou continuar a colocar os créditos até que me digam para retirar!
